A senadora Lídice da Mata (PSB) concedeu uma entrevista ao A Tarde desta segunda-feira (13) e aproveitou o espaço para defender seu nome como candidata ao Governo do Estado. Apesar de não afirmar categoricamente que o PSB a lançará no ano que vem, argumentou que, se a lógica prevalecer, ela seria candidata porque reúne uma série de predicativos necessários para unificar a base em 2014.
Para a socialista, ter experiência de prefeita e de todos os outros cargos eletivos até chegar a senadora lhe dá suficientemente experiência política para encarar o desafio. Além disso, ser do PSB a faz também assumir a representatividade do caráter plural da base, que tem muitos partidos. Para Lídice, não é justo o PT liderar sempre as chapas porque todos os partidos o vêm apoiando há anos e agora precisam da contrapartida.
Lídice disse que já conversou sobre Wagner sobre o caso. “Não acho que seja justo ter de apoiar o candidato do PT na eleição de prefeito passada, o candidato do PT na eleição agora, o candidato do PT ao governo. Só fala em candidato ao PT. Não é possível, senão nós começamos a entrar em um contexto que não é de criação coletiva. E repetiremos ACM e sua metodologia’, criticou a senadora.
Além destes argumentos, Lídice também pensa reunir aspectos que calam fundo na representação política atual. Como foi a primeira prefeita de Salvador e Dilma é a primeira presidente do Brasil, faz sentido o argumento de lançá-la como primeira governadora da Bahia. Desta maneira, aproveitaria também para lutar por mudanças históricas necessárias ao governo e também aos municípios.
“Nós estamos num século da mulher do ponto de vista político, da revelação da mulher na sociedade brasileira, sua afirmação. Temos uma mulher no comando do país, nunca tivemos uma governadora da Bahia. Temos a necessidade do Brasil discutir o pacto federativo devido à concentração excessiva de recursos financeiros nas mãos do Governo Federal, sem a distribuição necessária, o compartilhamento maior entre estados e municípios”, defendeu.
Para além de sua candidatura, Lídice também debateu sobre a possível candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência da República. Para a senadora, ainda não existe ambiente suficientemente seguro para garantir o passo à frente de Campos e que ainda há tempo de construir negociações. Ao mesmo tempo, o caráter de possível candidato do correligionário não pode ser considerado como de oposição. Perguntada sobre o mote de sua campanha, de que pode fazer melhor, Lídice rebateu com convicção: “Claro. Ele vai dizer que vai fazer pior?”