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Agenda positiva: deputados baianos estendem o ano

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Oposição puxa a corda, governistas manobram e 2013 parece interminável  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 22/01/2014, às 06h56   Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)



As bancadas de oposição e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT) aguardam o resultado da reunião entre o secretário-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT) e a bancada governista, realizada na tarde desta terça-feira (21), para saber os próximos passos.

O líder da bancada governista, deputado José Neto (PT), pode voltar do encontro com o pré-candidato à sucessão de Jaques Wagner com uma proposta acordo que faça com que o Nilo, caso seja aceita pela Minoria, arquive a matéria aprovada na madrugada desta terça-feira sob protestos veementes de adversários políticos.

Os dois campos se acusam de excessos. Do lado governista, José Neto afirma que em nenhum momento, quando os petistas eram oposição, se utilizaram dos destaques para inviabilizar a pauta e trâmite de projetos na Casa. Alicerça a decisão de mudar o regimento no argumento de que em diversos estados a alteração já aconteceu. Cita exemplos de gestões tucanas como em São Paulo e Minas Gerais.

A justificativa é descredencia de pronto pela oposição que afirma nunca ter sugerido, com ênfase, a mudança regimental para cercear o direito de manifestação dos petistas ou adversários.

O deputado Carlos Gaban (DEM) lembra que a então parlamentar Moema Gramacho (PT) propôs diversos destaques ao orçamento, entre os anos de 2003 e 2004 (período no qual Gaban presidiu a Alba), mas, após horas de negociações, fechou-se um acordo razoável para os campos políticos.

“É um absurdo, um abuso, um exagero. Em 35 anos ninguém mexeu nisso (regimento). Com 17 votos se aprova qualquer projeto no plenário. O que eles estão ignorando é que se nós vencermos na Justiça, nada será feito por este governo até junho”.

O tom do líder da bancada, Elmar Nascimento (DEM), também não é ameno. No entanto, o parlamentar prefere esperar os novos acontecimentos. De acordo com ele, os advogados do grupo já estão debruçados para acionar a Justiça.

Carlos Geilson (PTN) foi mais ácido. “Eles (governistas) se esquecem que o mundo da volta e na próxima legislatura eles podem estar na oposição e com minoria. Ai, vão se queixar do instrumento que criaram. É um absurdo”.

Na manhã desta terça, o líder governista não parecia disposto a recuar. Indignado com o que definiu como uma “tentativa de inviabilizar o governo da Bahia”, José Neto pretendia manter a resolução.

Entretanto, no Palácio Luís Eduardo Magalhães as mudanças de cenário são comuns e as viradas de mês também o são. A hora é de esperar.

Deputados do “baixo clero” estão mais preocupados com a demora na aprovação e a consequente redução do recesso. 2014 é ano político (ano eleitoral) e todos querem visitar as suas bases para não perder voto.

Para além, o que sobra é a agenda positiva: no ano seguinte ao que foi aprovada a diminuição das férias, os deputados continuam trabalhando. Por uma razão ou por outra.

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Publicada no dia 21 de janeiro de 2014, às 17h38

Classificação Indicativa: Livre

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