Política

Wagner abre mão de candidatura para ajudar Dilma

Imagem Wagner abre mão de candidatura para ajudar Dilma
Governado nega que tenha sido convidado para participar do núcleo duro da caminhada da presidente  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 18/03/2014, às 06h51   Luiz Fernando Lima (twitter @limaluizf)



O governador Jaques Wagner (PT) preferiu não atender o desejo da presidente Dilma Rousseff de vê-lo disputar uma das 39 cadeiras que a Bahia tem direito na Câmara Federal.

Em entrevista ao colunista da revista Veja, o próprio mandatário do Executivo estadual teria dito que “a presidenta me pediu para sair candidato a deputado federal ou ao Senado, logo quando começaram as conversas sobre eleições”.

Wagner sustentou ao jornalista da semana aquilo que vem dizendo na Bahia há algum tempo: argumentei que seria melhor permanecer no governo até o final do mandato.

Jardim conclui que nove entre dez petistas apostam que o governador da Bahia vai integrar o núcleo duro da campanha presidencial, embora Wagner jure que Dilma não tenha tocado no assunto.

Quando da escolha de Rui Costa para ser o candidato da base governista no estado, o próprio Wagner declarou que estava abrindo mão de disputar o Senado.

Na ocasião justificou a saída de cena para abrir espaço para o entendimento dentro da base aliada, o pré-candidato a senador é o vice-governador Otto Alencar, que desde os primórdios da gestão se “escalou” para o espaço.

Sobre trabalhar na campanha, o “Galego”, como é chamado pelo ex-presidente Lula, já deu pistas que pode “auxiliar” os trabalho, principalmente, no nordeste. Não faltará trabalho para ele.

Eduardo Campo, governo de Pernambuco, promete tirar o conforte petista na região onde o partido da estrela vermelha sempre “nadou de braçada”. Como comandante do maior estado do nordeste, Wagner tem papel importante.

Dado como certo também é que em caso de vitória eleitoral da presidente Dilma Rousseff, o governador “baiano” estará no primeiro escalão do segundo mandato da petista.

Agora, o foco dele está nos últimos ajustes da chapa majoritária – que deve ter o deputado federal João Leão na condição de vice -. Além, é claro, de evitar que greves e paralisações aconteçam no estado que é flertado por todos os partidos que disputam a sucessão presidencial.


Publicada no dia 17 de março de 2014, às 16h16

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