Comissão quer investigar irregularidades na gestão do prefeito Francisco Brito |
Publicado em 10/04/2014, às 07h45 Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
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O clima não é amistoso entre os nove vereadores que compõem a Câmara do município de Itapebi, localizado no sul baiano. A animosidade se acirrou com o requerimento de instalação de uma Comissão de Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a licitação e operação de obras de pavimentação asfáltica sob responsabilidade do prefeito Francisco Brito (PSC).
Na sessão ordinária de quarta-feira (09), a expectativa era para a indicação dos membros da CPI. Mas, de acordo com o Itapebi Acontece, uma manobra orquestrada pelos vereadores da base governista pegou todos de surpresa.
A sessão agendada para ocorrer pela manhã foi cancelada pelas ausências do presidente da Câmara Zelito Gomes, a vereadora Débora Lago (DEM) e também do assessor jurídico, responsável por validar a comissão. A sessão foi remarcada para o turno vespertino do mesmo dia.
Para a surpresa de todos os vereadores, sem nenhum tipo de encontro registrado, a comissão da CPI foi formada. O documento assinado pelo presidente Zelito Gomes, o Zé do Leite, indicou como membros permanentes os vereadores: Aguinaldo Gomes de Carvalho (PRB), Débora Taina Santos Lago (DEM) e Leonardo Ribeiro dos Santos(PSB). Anthero Botelho da Silva Neto (PP) e Paulo Henrique Nascimento Almeida (PROS) foram indicdos como suplentes.
Vale ressaltar que o vereador Leonardo Ribeiro dos Santos faz parte da mesa diretora, sendo segundo secretario da Câmara, o que impede por lei de participar da comissão. A ala de oposição promete impetrar mandado de segurança na Justiça, para obter, liminar para suspender as indicações.
O objetivo da CPI, segundo os oposicionistas, é apurar as denúncias feitas por Sinvaldo Barbosa, morador da cidade que contesta os serviços prestados pela vencedora do edital.
De acordo com o vereador Paulinho, a Avenida Othon Cachoeira Costa e Rua Silvio Tosto Júnior deveriam ter sido requalificadas com pavimentação asfáltica, contudo, conforme a denúncia, a empresa vencedora mudou o material e utilizou lona asfáltica. A licitação, segundo o vereador, também previa obras na praça localizada em frente a Igreja São José do Operário.
Sobre as vias, Paulinho relata que a péssima qualidade do material utilizado pode ser vista um mês a conclusão da obra que custou R$ 1.149.340. Entre novembro e dezembro as ruas foram entregues e agora estão intransitáveis.
O prefeito Francisco Brito (PSC) ainda não se pronunciou sobre o assunto. As investigam têm como alvo a gestão dele. A reportagem do Bocão News tentou, mais uma vez, contato telefônico, mas o celular estava desligado ou fora de área.
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