Política

Wagner diz que aliança com JH não é automática

Durante coletiva, governador também falou sobre carnaval, segurança, política e Copa do Mundo

Publicado em 06/03/2011, às 14h28        Daniel Pinto


No início da tarde deste domingo (6), quarto dia de carnaval, o governador Jaques Wagner reuniu a imprensa para uma entrevista coletiva, no comitê instalado na sede do antigo Clube Cruz Vermelha, no Campo Grande. A idéia era fazer um balanço dos primeiros números da folia, que apontam a redução das ocorrências policiais e a diminuição dos atendimentos médicos nos circuitos. “A avaliação é bastante positiva, o que serve de estímulo para todos. Mas, a festa ainda não acabou. Não é hora de descansar. Mas, espero que todos nos ajudem a fazer uma divulgação que enalteça o nosso carnaval”, disse.

Em seguida, o governador foi confrontado a comentar a desproporcionalidade na distribuição das atrações de peso entre os circuitos Barra-Ondina e Campo Grande. “Essa parte da organização não cabe ao estado. Mas, temos essa preocupação. É importante fazer esse debate com a prefeitura e com os blocos para que a gente possa equilibrar as coisas”.

Apesar do clima de festividade, a morte do investigador da Polícia Civil foi um assunto recorrente. Para Jaques Wagner, a população entendeu que a ação era correta, mas “infelizmente acabou com uma fatalidade”. “A gente sempre torce para que não haja óbito, essa não é a função da Polícia. A situação acabou com um enfrentamento. Não tenha dúvida de que foi um episódio traumático. Mas, o governo vai reforçar o combate à corrupção porque o pior bandido é aquele que usa farda e distintivo para se associar ao mundo do crime”, afirmou o petista, que vestia uma camisa especial da PM.


Política e Copa do Mundo – Outro assunto que entrou na pauta foi o ingresso do prefeito João Henrique no PP. A grande questão é se a partir de agora o prefeito passou a ser um aliado do governo. Wagner foi prudente. “Isso não é automático. Fui consultado e concordei. Entretanto, isso não muda minha postura em relação à cidade. Mas, todos sabem que quem pretende crescer tem que juntar e, não, espalhar. Esse é um processo que tem de ser discutido”.

Por fim, o chefe do executivo estadual comentou a possibilidade de Salvador fazer a abertura do mundial de futebol, a ser realizado no Brasil em 2014. “Estamos na briga. Mas, essa é uma interrogação. Nossa parte tem sido feita e posso garantir que estará tudo 100%. Acho que já está na hora do nordeste ter mais espaço nesses tipos de eventos. Não dá mais para privilegiar apenas o sudeste. Nós somos capazes. Já conversei sobre o assunto com o presidente Lula e também pedi a ajuda do nosso piloto da Fórmula Indy Tony Canaã, que é baiano e será uma espécie de garoto propaganda de Salvador. No que diz respeito à estrutura física, estamos bem avançados. Mas, nesse caso, a canetada não é minha. Quem decide é a CBF e a Fifa”.

Também participaram da entrevista o vice-governador Otto Alencar, o ministro José Padilha (Saúde), e os secretários Domingos Leonelli (Turismo), Robinson Almeida (Agecom), Jorge Solla (Saúde), Albino Rubim (cultura) e Maurício Barbosa (SSP).

Fotos: Edson Ruiz/Bocão News

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