Política

"Lula não tem nada que voltar", diz Jaques Wagner

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Governador descarta ex-presidente para eleições deste ano  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 05/05/2014, às 20h55   Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)



O governador da Bahia, Jaques Wagner, disse que foi “culpa” de sua mulher, a primeira-dama Fátima Mendonça, a foto estampada na capa dos jornais na semana passada, em que aparece limpando o rosto da presidente Dilma. “Vi que seu rosto ficou marcado com o abraço que deu numa índia que se formou e estava toda pintada. Tirei da bolsa o lencinho umidecido e pedi a Jaques para limpar a mancha”, contou ao seu lado a primeira dama baiana, sempre risonha, ao chegar à Ilha de Comandatuba.

Na manhã desta sexta-feira 2, coube de novo a Jaques Wagner, como anfitrião de seu Estado e único petista da mesa, limpar manchas lançadas sobre Dilma diante de 300 empresários. Era o debate entre os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) no Fórum empresarial do Lide (Grupo de Líderes Empresariais). Convidada, Dilma declinou do convite. O vice-presidente Michel Temer, confirmado entre os oradores na programação, também não foi.

Sob críticas de Aécio Neves e Eduardo Campos, alinhadíssimos, e a defesa deles pela experiência da gestão privada na administração pública, Jaques pediu a palavra. “Não vou aqui defender nem Lula nem Dilma. Na hora certa, eles o farão. Mas minha preocupação aqui é lembrar que ferramenta de gestão não tem ideologia. Aqui faço muitas parcerias público-privada. Não vamos vender ilusão”, protestou o governador baiano, ex-ministro do trabalho e das relações institucionais do governo Lula. “Não comprem a ilusão que é possível fazer gestão política como se faz gestão empresarial. Vamos parar de hipocrisia. No setor público, existe estabilidade e existe voto. A reforma tributária é necessaria, mas o maior problema brasileiro chama-se desigualdade social.”

A fidelidade ao ex-presidente Lula não tira de Wagner a defesa, sem jogo de palavras, ao direito à reeleição de Dilma. Mas ele também admite o “fogo amigo” dentro do PT, sob as vestes de “desejo amigo”. “Há quem considere o Lula melhor que qualquer outro candidato”, disse Wagner a IstoÉ. “Mas não existe essa história de que se ele entrar na disputa, a eleição acabou.” Wagner sustenta que sempre acreditou no caminho da naturalidade. Na política e na vida. “A democracia não pode depender de um único ser humano. O natural, agora, é que a presidente Dilma busque a sua reeleição.” Wagner disse que já conversou com o ex-presidente sobre o assunto. “Eu estive com Lula e disse a ele para não ser candidato agora”, afirmou. Mas ele pediu a opinião? perguntamos. “Para continuarmos fortalecendo as instituições, em geral, e o nosso partido, em particular, é preciso oxigenação.” Informações Revista Isto É.




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