Candidato ao Senado acha que partidos não devem usar 'camisa de força' em seus filiados |
Publicado em 28/06/2014, às 20h00 Cíntia Kelly
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Toda campanha para o governo do Estado é a mesma coisa. As traições. acontecem e nem adianta chorar. Com o acirramento da disputa, os três principais candidatos - Lídice da Mata (PSB), Paulo Souto (DEM) e Rui Costa (PT)-, sofrem na pele a infidelidade. Recentemente, o prefeito de Buritirama, Arival Viana (PP), fez críticas ao governo e declarou apoio a Souto. O PP, apenas para ressaltar, é o partido do candidato a vice de Rui Costa.
Mas a infidelidade não para aí. O PSB, embora tenha a candidata Lídice da Mata, não fechou no nome dela e a socialista observa as defecções, como a prefeita de Cardeal da Silva e a de Ubatã. Coordenador da campanha de Lídice, Domingos Leonelli, avisou que vai punir os "traidores", tirando-lhes a legenda para a eleição a prefeito, em 2016.
No caminho inverso, o candidato ao Senado, Otto Alencar (PSD), defende a liberdade de escolha. Disse que dois vereadores o procurou para avisar que não vão votar nele, nem em Rui Costa. "Não vou colocar uma camisa de força no partido. As pessoas devem ter a liberdade de escolher, independentemente do partido", afirmou ao Bocão News. Otto que já foi ligado ao carlismo e hoje é tido como um dos mais leais integrantes do governo petista, disse que não vai promover caça as bruxas. "Não vou expulsar ninguém. Vivemos em uma democracia".
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