
O Projeto de Lei que reajusta os salários dos servidores estaduais em 5.91% foi aprovado na tarde desta segunda-feira (14) na Assembleia Legislativa da Bahia. Dos 63 parlamentares não mais que 20, votaram contra o projeto.
A base governista que pode aprovar ou rejeitar com folga qualquer projeto que chegue ao parlamento, não hesitou e balançou a cabeça afirmativamente ao determinado pelo governador Jaques Wagner.
Apesar de aprovado, os deputados da oposição utilizaram à exaustão o expediente que o regimento da Casa permite. O que se viu na tarde desta segunda-feira (14) foi uma espécie de obstrução, com diversos parlamentares da minoria criticando a medida do governo.
O deputado Carlos Geilson (PTN), foi um dos mais entusiasmados. Ele utilizou o seu pronunciamento para convocar os pares a aprovar a emenda colocada pelos parlamentares da oposição ao projeto do Executivo. De acordo com ele, o Estado poderia chegar a um reajuste mais justo. O governo estabeleceu o aumento de 5,91%, retroativo a janeiro. A oposição defendeu 10%, sendo 6% de janeiro a junho e outros 4% a partir de julho.
Já o deputado Targino Machado (PSC) foi além e afirmou que os servidores deixaram de lado a combatividade tão comum em outros tempos. Targino chegou a ser interrompido, mas bradou e conseguiu concluir. “Ninguém aqui tem autoridade para dizer que eu estou errado. Aqui nesta Casa tem tudo o que tem lá fora. Pessoas boas e ruins, todas estão representadas aqui”, afirmou.
Já o líder da minoria, Reinaldo Braga (PR), colocou “panos quentes” nas discussões. “Quero lembrar que nestes 28 anos em que sou deputado, o discurso aqui sempre foi o mesmo. A oposição dizia que o governo tinha condições de dar mais e a situação dizendo que este não é o ideal, mas é o máximo possível. Portanto, não precisaríamos nem discutir aqui, pois o discurso é o mesmo”, ressaltou.
Para o líder governista Zé Neto (PT), tudo foi discutido com os próprios servidores e o aumento é justo. Ele ressaltou que o governo que representa foi o único a atender demandas históricas da classe trabalhadora.
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Edson Ruiz // Bocao News