Política

Abin de Lula é mantida sob suspeita em caso da "Abin paralela" de Bolsonaro; entenda

Antônio Cruz/Agência Brasil
Procuradoria-Geral da República levantou, em parecer, "aparente resistência identificada no interior" da Abin  |   Bnews - Divulgação Antônio Cruz/Agência Brasil

Publicado em 13/07/2024, às 09h26   Cadastrado por Daniel Brito



A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mantiveram sob suspeita a atual gestão da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na mais recente fase da operação que mira a chamada "Abin paralela". A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

Moraes negou o compartilhamento da investigação da Polícia Federal com a corregedoria da Abin para a abertura de sindicâncias internas. Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarou que o ato  "não parece recomendável neste momento processual" diante da "aparente resistência identificada no interior" da Abin.

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"Em fases anteriores desta investigação, foram identificadas ações das novas gestões da Abin indicativas da intenção de evitar a apuração aprofundada dos fatos, o que ensejou a avocação do procedimento disciplinar ali instaurado pela Controladoria-Geral da União", afirmou Gonet.

A Polícia Federal deflagrou na última quinta-feira (11) a quarta fase da Operação Última Milha. Na força-tarefa, prendeu dois ex-funcionários do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin no governo Bolsonaro e atual pré-candidato do PL à Prefeitura do Rio de Janeiro.

Moraes afirmou, ao determinar a prisão dos ex-funcionários, que o procurador-geral da República "reconheceu a possibilidade de interferência" nas investigações ao se posicionar contra o envio da documentação para a Abin.

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