Política
Publicado em 11/07/2024, às 10h00 Rebeca Silva
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (11), uma nova etapa da operação Última Milha, que investiga o suposto uso ilegal de sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar autoridades e desafetos políticos no governo Jair Bolsonaro.
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De acordo com as investigações, o grupo utilizou sistemas de GPS para rastrear celulares sem autorização judicial. Nesta fase da operação, a Polícia Federal está cumprindo cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do país, como Brasília, Curitiba, Juiz de Fora, Salvador e São Paulo.
Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, uma vez que a operação Última Milha começou a partir das investigações do inquérito das fake news.
Segundo a Polícia Federal, os investigadores descobriram que membros dos Três Poderes e jornalistas foram alvo das ações do grupo, que incluíam a criação de perfis falsos e a divulgação de informações falsas.
De acordo com a PF, a organização criminosa também teria acessado ilegalmente computadores, dispositivos de telefonia e infraestrutura de telecomunicações para monitorar pessoas e agentes públicos.
"A organização criminosa também acessou ilegalmente computadores, aparelhos de telefonia e infraestrutura de telecomunicações para monitorar pessoas e agentes públicos", diz a PF.
Se as condutas forem confirmadas, os investigados poderão ser indiciados pela Polícia Federal e posteriormente denunciados à Justiça.
A Polícia Federal identificou possíveis crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio.
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