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'Acidentes podem ocorrer', diz diretor do Sindseps sobre guarda municipal atirar no rosto de homem no Pelourinho

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Guarda Municipal justifica o uso da força em resposta a uma suposta ameaça  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 11/02/2025, às 11h52



O diretor de comunicação do Sindicato dos Servidores Públicos de Salvador (Sindseps), Marcelo Rocha, comentou em entrevista ao BNEWS sobre o episódio envolvendo um agente da Guarda Civil Municipal (GCM) que atirou no rosto de um homem com uma pistola de condutividade elétrica durante uma abordagem no Pelourinho, em Salvador, na tarde da última segunda-feira (10).

"A arma de condutividade elétrica pode alcançar até 7 metros, lançando dois dardos simultaneamente, que vão se afastando à medida que avançam. Por isso, é um equipamento de baixa precisão. O operador, em seu curso inicial, é orientado a mirar no quadril ou abdômen já considerando esse fator", explicou Rocha.

"Ao efetuar um disparo em um indivíduo em movimento, acidentes podem ocorrer. Cabe salientar que não são realizados disparos anuais de reciclagem com esse equipamento por parte da instituição. Vivemos um grande abismo entre a Guarda Civil Municipal das redes sociais e a Guarda Municipal da realidade", acrescentou.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o guarda municipal aparece conduzindo um homem algemado para a viatura quando outro rapaz se aproxima do veículo. Em seguida, o agente saca a arma e efetua o disparo.

Em nota, a Guarda Municipal informou que foi acionada após receber denúncias sobre indivíduos envolvidos com tráfico de drogas. Ao chegarem ao local, os agentes identificaram pessoas com as características informadas e, ao tentarem abordá-las, enfrentaram resistência, sendo necessário o uso da força.

Segundo os agentes que participaram da ação, o disparo foi efetuado para dispersar um homem que se aproximava repetidamente da guarnição de forma agressiva, representando risco à integridade física dos agentes.

O homem foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vale dos Barris para a retirada dos dardos da pistola de condutividade elétrica e, em seguida, levado à Central de Flagrantes. A Corregedoria da GCM investigará o caso.

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