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ACM Neto confirma negociação com ex-marqueteiro de Lula e Dilma

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Ex-preifeto de Salvador diz que faltam detalhes para anúncio oficial  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 03/03/2026, às 09h46



O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), confirmou que está negociando com o marqueteiro João Santana para que ele assuma a comunicação de sua campanha ao Governo da Bahia. A informação foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, e repercutiu em veículos locais.

Em entrevista ao podcast Aqui Só Política, na noite desta segunda-feira (2), Neto afirmou que ainda não há contrato assinado, mas que segue conversando com o publicitário. A expectativa é que o anúncio formal da parceria aconteça nos próximos dias. 

“Tudo isso ainda passa por alguns ajustes, alguns detalhes, que são detalhes de conteúdo de negociação e de forma de contratação, para tudo ser feito da forma mais transparente e correta possível. Eu só posso anunciar alguma coisa depois que estiver realmente fechado. Agora, as conversas existem, houve esse, entre aspas, vazamento na semana passada, que a imprensa acabou repercutindo. Eu não vou faltar com a verdade aqui para dizer que não tem conversa”, afirmou.

Considerado um dos profissionais mais experientes do marketing político em atividade no país, Santana acumula no currículo campanhas presidenciais vitoriosas no Brasil e no exterior. Ele foi responsável pelas campanhas que reelegeram Lula em 2006 e Dilma Rousseff em 2010 e 2014, além de ter atuado como conselheiro informal da então presidente em momentos estratégicos do governo, especialmente durante a onda de manifestações de 2013. Nos bastidores, chegou a ser chamado de “ministro”.

A atuação de João Santana ultrapassou as fronteiras brasileiras. Ele foi um dos estrategistas ligados à chamada “onda rosa” na América Latina, assinando campanhas vitoriosas entre 2009 e 2014.

Santana foi preso em 2016 na 23ª fase da Lava Jato ao lado da esposa, Mônica Moura. Condenados, firmaram acordo de delação premiada em 2017, devolveram cerca de R$ 80 milhões, cumpriram penas nos regimes fechado e semiaberto, usaram tornozeleira eletrônica e prestaram serviços comunitários.

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