Política
por Anderson Ramos
Publicado em 19/06/2026, às 08h45
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), se manifestou sobre a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT).
Segundo a PF, o líder do governo no Senado tinha relação estreita com o Banco Master e é beneficiário de “vantagens indevidas” que incluem desde o uso de jatinhos privados e ingressos de luxo no exterior até a engenharia financeira para a compra de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador (no edifício Poème Horto) por meio de laranjas.
Durante agenda de pré-campanha em Alagoinhas na quinta-feira (19), mesmo dia da ação policial contra o senador, Neto foi cauteloso ao comentar sobre o caso e defendeu que a apuração dos fatos seja feita com seriedade.
Essa é uma questão que cabe ao judiciário. O que nós esperamos é que a investigação seja completa, isenta, correta e que ao fim, se há responsáveis e culpados que sejam punidos. É aguardar para ver os desdobramentos que eventualmente isso pode ter”, afirmou ao site Política ao Vivo.
Pacto de silêncio
Segundo o jornal O Globo, um acordo foi selado entre os grupos políticos de ACM Neto e de Jaques Wagner para deixar o caso Master fora da disputa eleitoral da Bahia neste ano. Os dois lados negam o suposto pacto de silêncio.
Além de Wagner, o ex-prefeito da capital baiana também teve seu nome ligado ao banco fundado por Daniel Vorcaro. Segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag entre março de 2023 e maio de 2024. De acordo com Neto, os valores são referentes a serviços de consultoria.
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