Política

Advogado de Bolsonaro ataca delação de Mauro Cid e chama ex-ajudante de "mentiroso"

Alan dos Santos / PR
O advogado de Jair Bolsonaro afirma que a delação do ex-ajudante de ordens não deveria existir e critica sua credibilidade.  |   Bnews - Divulgação Alan dos Santos / PR
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 10/09/2025, às 09h25



O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa a defesa de  Jair Bolsonaro (PL) no julgamento que pode condenar o ex-presidente à prisão, disse que a delação do réu colaborador, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid "não deveria existir" e chamou o militar de "mentiroso". 

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A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira (10), na chegada à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), antes do início da sessão. 

"A delação tem que ser derrubada até para não criar um precedente de jurisprudência horroroso para o país. A delação do Cid é uma coisa que não deveria existir. É um mentiroso.

Relator do caso defende delação

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito da trama golpista, defendeu a validade da delação de Mauro Cid, durante a sessão da última terça-feira (9). 

"Com todo respeito, isso beira litigância de má-fé ou beira total desconhecimento dos autos, porque basta a leitura da colaboração premiada para verificar que, por uma estratégia de investigação, que pode ser mais ou menos correta, mas por uma estratégia de investigação, a Polícia Federal resolveu, ao invés de um grande depoimento único no dia 28 de agosto de 2023, resolveu fracioná-lo em oito depoimentos, porque eram oito fatos diversos", disse Moraes. 

Julgamento contra Bolsonaro 

A Primeira Turma do STF realiza nesta quarta-feira (10) a quarta sessão do julgamento contra os réus do “núcleo crucial” da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) de um plano para dar um golpe de Estado após a eleição de 2022. Um dos réus é Jair Bolsonaro. 

A sessão desta quarta-feira (10) pode condenar o ex-presidente. Após Moraes votar pela condenação de todos os réus do “núcleo crucial”, e o ministro Flávio Dino acompanhar o relator, agora é a vez do ministro Luiz Fux apresentar o seu voto. 

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