Política
por Héber Araújo
Publicado em 16/04/2026, às 15h52 - Atualizado às 15h53
O advogado Daniel Monteiro foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16), após desdobramentos da investigação sobre as fraudes do Banco Master. Segundo as autoridades, o jurista recebeu cerca de R$ 79 milhões do banco entre 2022 e 2025.
Os pagamentos, no entanto, eram repassados para o escritório de advocacia Monteiro, Rusu, Cameirão e Bercht Advogados, que aparece na planilha de pagamentos do Banco, no entanto, está com dois CNPJs diferentes. Os dados foram apresentados pela Receita Federal e enviados para a CPI do Crime Organizado.
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Segundo apontou a PF, Daniel Monteiro comandava o “compliance paralelo” e montou uma arquitetura jurídica a fim de ocultar imóveis usados para pagar propina ao ex-diretor do BRB, Paulo Henrique Costa. Segundo revelou o Metrópoles, ele era responsável por todas as operações de ativos financeiros relativos a valores a receber de pessoas ou empresas.
“A Polícia Federal menciona, ainda, a participação do escritório na substituição das carteiras da Tirreno e a existência de documento apreendido na residência de Vorcaro indicando repasses financeiros destinados a Daniel Monteiro por ações relativas ao BRB”, destacou uma decisão de André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
O advogado foi preso em São Paulo, parte dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que também prendeu Paulo Henrique nesta data.
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