Política

Advogados famosos têm encontro com dono do Banco Master preso pela PF no aeroporto

Divulgação/ Banco Master
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso na sede da PF em São Paulo  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ Banco Master
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 18/11/2025, às 16h54



Após a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior, os advogado Roberto Podval, criminalista, e Walfrido Warde, especialista em litígios empresariais, estiveram com Vorcaro na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo.

Segundo o colunista do UOL, Graciliano Rocha, a reunião durou cerca de meia hora e aconteceu no quinto andar do edifício. Ainda de acordo com o colunista, Vorcaro iria viajar para os Emirados Árabes Unidos onde iria negociar a venda do Banco Master.

Segundo a PF, estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

A Operação Compliance Zero já bloqueou R$ 12 bilhões de investigados de envolvimento num esquema ilícito de emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.

O Banco Central decretou, na manhã desta terça-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro. Além do Banco Master, foram incluídos no decreto de liquidação o Banco Master Múltiplo, o Banco Master de Investimento, o Banco Letsbank e a Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

A liquidação judicial implica a interrupção imediata das atividades das instituições e a nomeação de um liquidante pelo Banco Central (BC), que passa a administrar os bens e obrigações das empresas. Clientes e credores serão atendidos conforme os trâmites legais previstos para esse tipo de intervenção.

"A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN", diz o BC em comunicado.

"No tocante ao Banco Master Múltiplo S/A, a opção pelo RAET mostrou-se a mais adequada tendo em vista a possibilidade concreta de solução que preserva o funcionamento da sua controlada Will Financeira", acrescentou o BC

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