Política
Publicado em 17/01/2025, às 11h34 Yuri Pastori
A Advocacia-Geral da União (AGU) está tratando os casos de mentiras disseminadas em redes sociais sobre diversos agentes e programas econômicos como uma ação de "estrutura profissional, financiada e bem construída em curso desde o último trimestre de 2024". O órgão tem sido sistematicamente acionado desde o fim do ano passado para pedir investigações e levantar dados sobre as fake news.
"Há, sim, há uma estrutura profissional, financiada e bem construída em curso desde o último trimestre de 2024. Nada é orgânico. Desde a discussão da questão fiscal, passando pelo dólar, etc… Ganhou impulso após a eleição de Donald Trump", afirmou um integrante do órgão a jornalista Daniela Lima da Globonews.
Assim, ainda segundo a fonte, as investigações do órgão irão analisar os casos como parte de um ataque orientado em bloco. O órgão passou a atuar de forma mais incisiva após um perfil que simulava uma agência de investimentos nas redes sociais publicou falas falsas atribuídas a Gabriel Galipolo, um pouco antes dele assumir a presidência do Banco Central.
Outra situação aconteceu no dia 25 de dezembro, feriado de Natal, quando o Google exibiu durante todo o dia uma cotação falsa do dólar. O valor correto seria R$6,18. O Google admitiu o erro. A suspeita é que um site "trash" tenha impulsionado a fake news com a cotação falsa, manipulando o algoritmo. A AGU informou ao Google do erro e foi ela própria alvo de fake news, como se tivesse "censurado" o órgão.
Além disso, um vídeo falso com deep fake simulou uma fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e gerou uma onda de desinformação sobre taxação do PIX. O ministro teve o CPF vazado com instruções para inserção de compras em seu registro pessoal com objetivo de atrair a atenção da Receita Federal.
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