Política

Aladilce detona linguajar ‘chulo’ de Bruno Reis em referência à oposição: “Não dá mais para aceitar”

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Aladilce sugere que o prefeito Bruno Reis deve focar em transparência e diálogo, em vez de usar termos desrespeitosos.  |   Bnews - Divulgação Montagem / BNEWS
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 23/10/2025, às 18h47



A líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), lamentou nesta quinta-feira (23) as palavras usadas pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) para rebater as críticas feitas pelos oposicionistas a aprovação dos projetos enviados pelo Executivo, ocorrida na última quarta-feira (22), no plenário da CMS.

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Mais cedo, Bruno Reis reagiu às declarações feitas pelos oposicionistas sobre a aprovação dos projetos na CMS e disse que "a oposição na Câmara Municipal precisa olhar para o rabo para depois poder falar”

“É lamentável que um prefeito use termos tão chulos para se referir à fala de vereadores, ou de qualquer outra pessoa. É incompatível com o cargo que ele ocupa e as pessoas que ocupam cargos precisam ser referência de comportamento, de atitude. Essa expressão que ele usou, de que a gente devia olhar pro próprio rabo, fala muito mais sobre ele, sobre a postura dele como gestor que não respeita os outros poderes", disse Aladilce.

“Ele, de forma debochada, manda a oposição olhar para o rabo. Pois nós sugerimos que ele olhe para a frente, pois vai passar para a história como o prefeito das sombras”, acrescentou. 

“Tudo nessa administração é nebuloso, escondido. E o povo da cidade está vendo isso, está acordando e querendo dialogar, influenciar nos destinos da cidade. Não dá mais para aceitar que Salvador não tenha um Conselho das Cidades instituído, nem outras formas de controle social”, completou.

Aladilce ainda voltou a criticar a aprovação dos projetos, mesmo com recomendações do Ministério Público para que os textos não fossem acatados pela Câmara. 

"Também não respeitou, e ignorou, recomendações do Ministério Público contrárias à aprovação desses mesmos projetos que nós criticamos, e votamos contra, por usurpar prerrogativas da principal lei da cidade que é o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano”,  desabafou a vereadora.

“A expectativa dele é que não tenha mesmo debate. Se ele quisesse transparência, já teria iniciado o processo de revisão do PDDU, uma vez que a maioria desses projetos são temas do Plano Diretor. É evidente que ele mandou tudo junto na perspectiva de encurtar os prazos”, emendou. 

Sobre os projetos 175 e 424, Aladilce apontou para a falta de estudos técnicos e outras exigências para o entendimento de matérias que, entre outras coisas, permitem alterações em áreas de preservação, nos gabaritos de construção na orla e no sombreamento das praias. 

“O Plano de Saneamento mesmo, passou por audiências públicas promovidas pela própria prefeitura, mas a proposta inicial foi modificada na Câmara e não tivemos tempo de analisar os impactos de todas as emendas. O da Cidade Inteligente também altera o PDDU, exigiria uma ampla discussão com a cidade”, aponta Aladilce.

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