Política

Alexandre Aleluia detona direção do PL na Bahia; confira

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Alexandre Aleluia opinou que Vitor Azevedo, que presidiu o PL na Bahia em 2022, deveria ter sido expulso ao declarar apoio a Jerônimo  |   Bnews - Divulgação Joílson César / BNews / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 27/11/2025, às 19h07 - Atualizado às 19h08



O vereador de Salvador, Alexandre Aleluia (PL), apontou em vídeo postado nesta quinta-feira (27) os motivos pelos quais ele deve migrar para o Novo, partido que tem como pré-candidato a governador o ex-deputado federal José Carlos Aleluia. O edil citou o fato de o PL ter eleito quatro nomes para a Assembleia Legislativa e ter mantido somente dois. O mais grave, segundo o vereador foi o fato de o ex-presidente da sigla, Vitor Azevedo, ter declarado apoio a Jerônimo Rodrigues ainda antes da posse como deputado estadual.

Aleluia citou que Azevedo, além de presidir o partido, definiu diretórios e também foi o responsável por construir nominatas, isto é, lista de candidatos a deputado estadual e federal. Para o vereador, a declaração de apoio ao governador petista ainda no segundo turno das eleições de 2022 seria motivo para expulsão do parlamentar do partido. O vereador não citou o nome de João Roma, atual presidente do PL na Bahia, mas incluiu imagem do dirigente na publicação realizada no Instagram.

"Eu sei que os deputados lá, o Diego Castro e o Leandro de Jesus, são apenas dois votos em que pese o partido ter eleito quatro [deputados]: 50% foi para o PT. Sendo que um foi presidente do partido", disse Aleluia. Ele não citou o nome de Vitor Azevedo (nem o de Raimundinho da JR, que também passou a integrar a bancada governista), mas apontou que a forma como foi considerada a atuação de Azevedo, que tinha maior proximidade com o atual presidente do PL na Bahia, João Roma, deveria ter sido mais enérgica.

"No momento de organização. Pense: não é um deputado, um parlamentar que se elegeu e virou petista. Isso pode acontecer em qualquer partido. O partido às vezes não tem controle sobre a consciência, sobre os atos, isso é algo difícil de você controlar. Mas não foi só isso: ele organizou a campanha, ele foi presidente do partido, ele definiu diretórios, ele articulou candidatos, ele fez nominata", enumerou Alexandre Aleluia.

"Não dá para imaginar que um presidente de um partido, dentro de uma eleição importante como de 2022 - eleição crucial, estamos vendo aí os resultados, os bolsonaristas estão vendo aí - ter um aproveitamento de quatro deputados estaduais e metade, sendo que o presidente, quem organizou a eleição, toda o partido eleitoralmente foi para o outro lado no primeiro momento? Não esperou nem a posse. Fica uma grande interrogação", concluiu Aleluia.

Sobre o apoio de Azevedo a Jerônimo no segundo turno das eleições de 2022, Aleluia comentou: "Se foi articulação de Valdemar [Costa Neto, presidente nacional do PL], se foi articulação de [Jair] Bolsonaro, não sei, mas que foi e que é um absurdo, é. E isso não é fato de ter expulsado logo? Ter que esperar até agora? Janela partidária para expulsar?"

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