Política

Alexandre de Moraes atende pedido da defesa e autoriza reunião de Bolsonaro com advogados

Agência Brasil
Bolsonaro deve depor sobre a apreensão de uma arma registrada em seu nome, que estava com um de seus seguranças durante uma blitz.  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 22/06/2026, às 16h37 - Atualizado às 16h37



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, atendeu a um pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) e flexibilizou as regras de visitação impostas aos advogados. Com isso, o magistrado autorizou os defensores que tenham uma "reunião preparatória" antes do depoimento que o ex-presidente prestará à Polícia Civil nesta próxima terça-feira (23), às 15h.

Na decisão, Moraes determinou que a defesa poderá encontrar Bolsonaro a partir das 14h de terça-feira (23), para preparar o ex-presidente para o depoimento. Além disso, os advogados poderão acompanhar a oitiva.

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"Autorizo, excepcionalmente, a extensão do tempo de visita dos advogados regularmente constituídos de Jair Messias Bolsonaro, a partir das 14h00 do dia 23/6/2026 (terça-feira), “para fins de preparação para a oitiva”, conforme requerido, podendo acompanhar o custodiado na oitiva", decidiu o ministro.

Além do encontro desta terça-feira (23), Moraes também autorizou uma reunião entre Bolsonaro e seus advogados nesta segunda-feira (22), sem limite de tempo.

Bolsonaro vai depor no inquérito aberto pela Polícia Civil do Distrito Federal que apura a apreensão de uma arma de fogo, registrada no nome do ex-presidente, apreendida com um de seus seguranças. Ele foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. 

Em depoimento, o segurança de Bolsonaro disse que a arma foi retirada no próprio dia 15 para realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

Após o episódio, a defesa de Bolsonaro admitiu que a arma é do ex-presidente e que foi deixada com o segurança para ser levada para realizar o conserto. Os advogados disseram ainda que o ex-presidente não está proibido de manter o armamento em casa.

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