Política

Aliado de ex-ministro de Bolsonaro é alvo de operação contra o PCC

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Daniel Serrano

por Daniel Serrano

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Publicado em 05/11/2025, às 16h32



A Polícia Civil do Piauí deflagrou, nessa terça-feira (04), a Operação Carbono Oculto 86, que investiga a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis do Estado nordestino para lavar dinheiro. 

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Um dos alvos da operação é Victor Linhares de Paiva, ex-assessor, aliado político e compadre do senador Ciro Nogueira (PP), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL). As informações são do site ICL. 

De acordo com a publicação, Linhares teria recebido R$ 230 mil de outro alvo da mesma operação, o empresário Haran Santiago Girão Sampaio, antigo dono da rede de postos HD que seria usada no esquema. O montante foi  transferido em 20 de dezembro de 2023 para uma conta aberta por Linhares apenas oito dias antes na fintech BK Bank. A instituição financeira apontada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) como peça-chave no esquema de lavagem de dinheiro do PCC. 

A ligação entre o BK Bank e o PCC foi revelada na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto e que atingiu empresas sediadas na Faria Lima, em São Paulo. A ação no Piauí é um desdobramento da operação realizada na capital paulista. 

A transferência da quantia chamou a atenção dos investigadores do Piauí por coincidir com o período em que Haran Sampaio e seu sócio, Daniel Coelho de Souza, venderam os postos de combustíveis da rede HD para um fundo de investimentos administrado pela Altinvest Gestão de Administração de Recursos de Terceiros, que também foi alvo da Carbono Oculto. A suspeita é de que Linhares recebeu a quantia por intermediar a negociação.

Sampaio, Souza e Linhares foram alvos de mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça do Piauí, que rejeitou os pedidos de prisão temporária feitos pela Polícia Civil.

Linhares é aliado político do senador Ciro Nogueira, tendo trabalhado no gabinete do parlamentar entre abril de 2018 e março de 2019 e na liderança do Partido Progressista (PP) no Senado em 2020. Além disso, Nogueira é padrinho de uma filha de Linhares.

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