Política
A prisão do ex-deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), aliado do pré-candidato à Presidência da República, expõe como a cidade de Belford Roxo virou um curral eleitoral sob forte presença de milícias. As informações são do UOL.
"Por quê? Porque ficou com 40% dos votos para deputado federal de Belford Roxo. [...] E o Márcio Canella foi o deputado estadual mais votado do Rio pela mesma circunstância. Quer dizer, é um curral eleitoral, ninguém entra. De fora, ninguém entra", cravou.
Preso durante a sexta fase da operação “Unha e Carne” da Polícia Federal, a investigação tomou outro rumo após a corporação encontrar um fuzil no carro do ex-parlamentar na última terça-feira (7).
"Quando foram fazer a busca e apreensão no carro do Márcio Canella, [ex] deputado estadual, acharam um fuzil. Um fuzil 5.56, que é de uso restrito das forças de segurança. [...] Você tinha um fuzil que você não podia ter no seu porta-malas, o cara foi preso em flagrante", disse.
De acordo com o jornalista José Roberto de Toledo, Márcio Canella era cotado como um nome para o Senado. Para ele, a queda do ex-deputado apresenta complicações para a aliança de Flávio no Rio de Janeiro, base eleitoral de Jair e Flávio Bolsonaro.
“O Flávio Bolsonaro já tinha perdido todos os seus aliados no Rio de Janeiro. E agora o Márcio Canella ia ser o outro candidato a senador, que ia apoiar o Flávio Bolsonaro. [...] Só vai criando mais um fator de complicação para a candidatura do Flávio”, aponta.
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