Política
por Carolina Papa
Publicado em 24/05/2025, às 19h55 - Atualizado às 21h48
A sessão extraordinária ocorrida na quinta-feira (22) no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, marcada por confusões entre vereadores e servidores municipais, segue repercutindo nas redes sociais. O edil da base governista, Cláudio Tinoco (União Brasil), manifestou-se neste sábado (24) após um de seus apoiadores, o líder comunitário Alexsandro Marinho, ser apontado como “agressor” por sindicalistas em um vídeo publicado no Instagram.
Na sexta-feira (23), uma gravação compartilhada pelo professor Jorge Sales afirma que Alexsandro foi "plantado" no local para “provocar, intimidar e agredir” servidores que protestavam contra a votação do reajuste salarial oferecido pela Prefeitura de Salvador. No vídeo, o educador também exibe fotos do líder comunitário ao lado do prefeito Bruno Reis (União Brasil) e de Cláudio Tinoco.
Em entrevista ao BNEWS, Cláudio Tinoco classificou o episódio como fruto de um “gabinete do ódio”, supostamente articulado por representantes sindicais.
“Tenho sido acusado de levar capangas para a Câmara pelos sindicalistas. Fico muito tranquilo em relação a isso. Isso é fruto de um gabinete do ódio que está sendo produzido nessa cidade, através dos sindicatos de servidores, especialmente da própria APLB. Isso precisa ser investigado, porque pode e deve ter envolvimento político, inclusive de parlamentares, até mesmo com mandato, patrocinando esse tipo de produção e edição de vídeos”, declarou Tinoco.
Sobre sua relação com Alexsandro Marinho, o vereador afirma que ele é seu “amigo” e que costuma frequentar as sessões na Câmara regularmente. Tinoco confirmou ainda que Marinho já trabalhou em suas campanhas eleitorais.
“Eu sou amigo de Sandro. Ele é um líder comunitário que está ao meu lado há cerca de cinco anos. Não é meu assessor, não estava ali por meu convite. É um pai de família, pai de uma menina com síndrome de Down. Como líder em Canabrava, dizia claramente para a gente: ‘Essa greve vai criar um problema seríssimo. Tenho várias mães me cobrando, porque as crianças não estão tendo merenda’. Ele estava lá, como qualquer cidadão participativo, interessado nas questões da sua comunidade”, disse Tinoco.
O vereador também destacou a importância de Alexsandro no fortalecimento de sua base eleitoral:
“Ele trabalhou nas minhas duas últimas campanhas. Em 2016, por exemplo, eu não tinha o apoio dele e de outras lideranças da região e tive três votos. Depois, passei para cerca de 250. Ele é um líder de uma comunidade carente da cidade e estava lá, como sempre faz, por interesse pessoal e comunitário”, completou.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver o momento em que Alexsandro Marinho discute e profere palavras de baixo calão contra servidores municipais.
“As imagens estão aí. Quando o coordenador Marcos se aproxima dele com o celular, o chamando de 'peru' e outras coisas, o Sandro reage, desfere palavrões e bate no celular do coordenador da APLB. Em frações de segundo, o caos se instala”, relatou Tinoco.
A reportagem do BNEWS procurou Alexsandro Marinho, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
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