Política

Aliados de Bolsonaro repassaram mais de R$ 1 milhão em emendas para filme “Dark Horse”

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Informação consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que autorizou a operação Make Up  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 10/09/2026, às 13h51



Os deputados federais Bia Kicis (PL) e Marcos Pollon (PL) enviaram emendas parlamentares para a produção do filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado “Dark Horse”. É o que aponta a Polícia Federal (PF).

A informação consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. O magistrado autorizou, nesta quinta-feira (10), uma operação da PF no âmbito do caso. 

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A PF alega que Marcos Pollon teria destinado R$ 1 milhão à Academia Nacional de Cultura, presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora do longa e um dos alvos da operação. Já Bia Kicis teria enviado R$ 150 mil à mesma instituição.

Os repasses, segundo a Polícia Federal, foram feitos "por intermédio do Governo do Estado de São Paulo, ao projeto denominado 'Heróis Nacionais', não tendo havido, até a presente data, repasse de qualquer valor a essa entidade, em razão de óbices normativos e técnicos na celebração do respectivo termo de parceria". 

"Ademais, a Academia Nacional de Cultura (ANC), inscrita no CNPJ sob o nº 38.244.438/0001-98, também presidida por Karina Ferreira da Gama, foi indicada como beneficiária de emendas parlamentares de autoria dos Deputados Federais Marcos Pollon (emenda nº 202444200010, no valor de R$ 1.000.000,00) e Bia Kicis (emenda nº 202439190003, no valor de R$ 150.000,00), destinadas, por intermédio do Governo do Estado de São Paulo, ao projeto denominado “Heróis Nacionais”, não tendo havido, até a presente data, repasse de qualquer valor a essa entidade, em razão de óbices normativos e técnicos na celebração do respectivo termo de parceria”, diz a Polícia Federal. 

Autorizada pelo ministro Flávio Dino, a Operação Make Up apura supostas irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares, repassados ao Instituto Conhecer Brasil de Karina.  

A suspeita é de que a parcela do valor total não teria comprovação de utilização por meio de nota fiscal. 

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