Política

Aliados de Lula dizem que eleições na França foram um recado sobre reforçar aliança com Centro

Fabio Charles Pozzebom / Agência Brasil
Para o entorno do presidente, se Lula não se aproximar do Centrão, este pode se aproximar da extrema-direita brasileira  |   Bnews - Divulgação Fabio Charles Pozzebom / Agência Brasil

Publicado em 08/07/2024, às 13h03   Cadastrado por Lucas Pacheco



Aliados do presidente Lula (PT) viram a união das forças progressistas na França para evitar a vitória da extrema-direita no segundo turno das eleições legislativas neste domingo (8) como um 'recado' sobre reforçar a aliança com Centro. 

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Para estas pessoas do entorno do presidente, se os parlamentares de centro na França abriram mão de espaço e o cederam à esquerda para impedir que a extrema-direta saísse vitoriosa, é possível que no Brasil aconteça o contrário: uma aliança do Centrão com a extrema-direita em eleições futuras, já que, neste momento, as duas forças estão ainda próximas, mesmo com a derrota de Jair Bolsonaro em 2022. Em razão disso, Lula precisa se aproximar deste mesmo Centrão para evitar volta da direita e da extrema-direita ao poder.  

Na noite deste domingo, o presidente brasileiro, em uma postagem no X, antigo Twitter, comemorou a união das forças de esquerda e de centro da França. O presidente afirmou ainda que a união entre as forças progressistas na França deve servir de exemplo. 

União na França

Em vários distritos da França,  candidatos de centro e de esquerda analisaram qual deles se posicionava melhor na eleição e os que não estavam tão bem abriram mão de suas candidaturas, reforçando um nome único da aliança para derrotar o oponente da extrema-direita. 

A estratégia deu certo. A coalização de esquerda Nova Frente Popular (NFP) conseguiu 182 dos 577 assentos na Assembleia Nacional. A aliança governista de centro-direita, do atual presidente Emanuel Macron, obteve 168, e o Reunião Nacional, de extrema-direita, 143.

Durante a semana, projeções e pesquisas indicavam que o Reunião Nacional conseguiria maioria absoluta na Assembleia, ou seja, atingiria o mínimo de 289 cadeiras para tomar o poder no país.

Especula-se que, já que nenhum partido chegou a esse número, os dois grupos com mais cadeiras, esquerda e centro, devem formar um governo de coalização, deixando o RN mais uma vez fora do poder. 

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