Política
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) temem um desgaste político com a possível indicação do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para o Ministério da Fazenda, fazendo ele não assumir o cargo para o qual foi escolhido nas urnas.
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O petista foi reeleito no Piauí com 70,90% dos votos válidos, mais de 1,4 milhão de apoios.
De acordo com a colunista Leticia Fernandes, do Estadão, dirigentes petistas usaram de exemplo o caso do ex-governador da Bahia Waldir Pires, do PMDB (hoje MDB), escolhido para comandar o Estado em 1986.
Na época, Waldir foi eleito com mais de 2 milhões de votos em uma corrida eleitoral que ficou conhecida como a “campanha da mudança”.
No entanto, ele deixou o governo para ser vice na chapa de Ulysses Guimarães, do PMDB, na disputa presidencial de 1989, a primeira eleição direta após a ditadura militar.
A atitude do político gerou forte crítica dos baianos na época, que queriam que o governador terminasse o mandato. O pleito de 1989 teve 22 candidatos e a chapa encabeçada por Ulysses Guimarães terminou em sétimo lugar, com apenas 4,73% dos votos.
As eleições de 89 terminaram com Fernando Collor eleito presidente da República.
De acordo com a reportagem, políticos do PT acreditam que o caminho de Fontenelle se escolher não assumir o mandato pode ser o mesmo, enfraquecendo o seu poder político no estado.
Ainda segundo o Estadão, no Planalto, existe a preocupação de que indicar Fonteles para o cargo o tornaria um ministro “indemissível”, o que também gera dúvidas no entorno do presidente.
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