Política

Aliança entre União Brasil e PP debate se mantém cargos ou assume oposição a Lula

União Brasil
O impasse gira em torno de cargos no governo e a posição que os partidos devem adotar nas próximas eleições de 2024.  |   Bnews - Divulgação União Brasil

Publicado em 06/07/2025, às 18h05   Cadastrado por Daniel Serrano



Integrantes da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, está dividida quando os partidos devem começar a debater uma saída do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é do G1.

De acordo com a publicação, há um impasse se as conversas se iniciam ainda neste ano ou apenas em 2026. A decisão passa pelo posicionamento os partidos pretendem adotar nas eleições do ano que vem.

O impasse acontece por conta de cargos no atual governo. Membros dos partidos acreditam que o desembarque ainda não ocorreu “por respeito” ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), alinhado ao presidente Lula e fez indicações para ocupar cargos em ministérios e em cargos de segundo escalão.

Atualmente, o PP ocupa um ministério: Esportes, com André Fufuca. Já o União Brasil comanda três pastas: Turismo, com Celso Sabino; Integração e Desenvolvimento Regional, com Waldez Góes; e Comunicações, com Frederico Siqueira. Os dois últimos são vistos como indicações de Alcolumbre.

Uma ala da federação defende uma "saída imediata" do governo e “subir o tom” contra o Palácio do Planalto, assumindo uma postura ainda mais de oposição. Os copresidentes da federação, Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil) já sinalizam para uma saída dos partidos do governo.

O presidente do PP tem defendido abertamente a saída dos partidos do governo, com a entrega dos ministérios. Em entrevista a GloboNews, Rueda disse que é “muito remota” a chance de o União Brasil apoiar a reeleição do presidente Lula.

Por outro lado, alguns membros da federação defendem uma postura mais cautelosa sobre o tema. Há quem avalie que a saída do governo Lula só beneficiará quem tenta se eleger com um discurso mais bolsonarista.

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