Política
O agora ex-secretário Adolpho Loyola foi exonerado do cargo na Relações Institucionais da Bahia (Serin) para assumir a coordenação-geral da campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A mudança abre especulações sobre a eleição de 2030.
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A mudança já havia sido anunciada no último dia 14 de agosto, quando Jerônimo reuniu integrantes do conselho político para discutir o cenário eleitoral, apresentar as linhas gerais da campanha e definir a estrutura responsável pela condução da disputa.
A escolha coloca nas mãos de Loyola uma das funções mais estratégicas da corrida eleitoral. À frente da coordenação, ele deverá atuar na articulação política, na integração das diferentes forças que compõem a base governista e na organização das ações da campanha de Jerônimo.
Nos bastidores, a movimentação também desperta atenção para os próximos capítulos do grupo político liderado pelo governador. Na política baiana, a coordenação de campanhas majoritárias já funcionou como uma espécie de vitrine para quadros que posteriormente ganharam espaço em disputas pelo Palácio de Ondina.
Rui Costa, por exemplo, integrou o núcleo de articulação política de Jaques Wagner antes de se tornar governador. E o próprio Jerônimo coordenou a campanha de reeleição de Rui, em 2018, experiência que contribuiu para sua projeção dentro do grupo e antecedeu sua candidatura ao governo em 2022.
Portanto, o novo posto de Loyola naturalmente alimenta especulações sobre a disputa pelo governo da Bahia em 2030. Internamente, porém, aliados procuram conter esse tipo de projeção neste momento.
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