Política
A saída de Rui Costa da Casa Civil, oficializada na última quinta-feira (2), encerra um ciclo de três anos no coração do governo Lula (PT) e inaugura uma nova fase cercada de incertezas. O movimento, esperado por conta da legislação eleitoral, veio acompanhado de derrotas políticas e de um silêncio que passou a ser interpretado como estratégico.
O petista baiano deixou o cargo já com destino praticamente definido: a disputa por uma vaga no Senado. A desincompatibilização é exigida para quem ocupa função pública e pretende concorrer.
Apesar da relevância da Casa Civil, Rui acumulou atritos internos ao longo da gestão e ainda não se firmou como um possível sucessor de Lula. Se em Brasília o capital político ficou aquém do esperado, na Bahia o cenário também trouxe desgaste.
Rui tentou influenciar diretamente a formação da chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues, defendendo mudanças na vice. Foi derrotado. A recondução de Geraldo Júnior acabou prevalecendo, com o aval do 'mago' Jaques Wagner, evidenciando uma derrota do ex-ministro dentro do próprio grupo.
O simbolismo da sequência dos fatos chama atenção. Rui deixa a Casa Civil na quinta-feira. Na manhã seguinte, o nome de Geraldinho é confirmado. O gesto foi interpretado por aliados como uma demonstração clara de que a correlação de forças mudou...
Outro elemento que reforça o clima de indefinição foi o comportamento adotado na sequência. Durante a Semana Santa, Rui Costa evitou declarações públicas, não reagiu aos desdobramentos políticos e manteve-se em silêncio nas redes sociais. Apenas uma tímida mensagem de Páscoa foi postada.
Entre o silêncio e os movimentos de bastidor, Rui Costa entra em uma fase decisiva na esfera local. O tamanho do protagonismo que ele terá daqui em diante ainda está em aberto.
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