Política

Análise: As vaias e a guerra de narrativas no 2 de Julho

Henrique Brinco/ BNews
Confira a análise do editor de política do BNews, Henrique Brinco  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco/ BNews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 03/07/2026, às 05h30



A ausência do presidente Lula no cortejo do 2 de Julho acabou se tornando um dos principais assuntos dos bastidores da política baiana. Primeiro, o PT deu a sua versão: Lula não participaria da agenda por recomendação médica, em razão do tratamento de radioterapia. Mas, após desembarcar na Bahia, o próprio presidente apresentou outra explicação, afirmando que seguiria para o interior do Nordeste para inaugurar mais uma etapa da transposição do Rio São Francisco.

Essa versão envolvendo a saúde de Lula, apresentada pelo PT, fica ainda mais estranha quando se sabe que o próprio petista cumpriu três compromissos públicos na Bahia no dia anterior e, nos últimos anos, sempre participou do desfile em Salvador cercado por um forte esquema de segurança, inclusive em carro aberto, sendo preservado o máximo possível do contato mais direto com o público.

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Nos bastidores, o entendimento é que o cacique do Planalto teria sido orientado a desistir da agenda já que seriam certeiros os protestos contra o senador Jaques Wagner.

Wagner, aliás, também adotou um comportamento discreto neste 2 de Julho. Entrou mudo e saiu calado. Participou do hasteamento da bandeira e deixou a Lapinha por uma rua lateral, cercado por um batalhão de seguranças. 

Inclusive, vale lembrar que vaia foi geral neste 2 de julho e tanto contra os grupos de ACM Neto, quanto contra os de Jerônimo. O ano eleitoral começou. E começou quente!

Classificação Indicativa: Livre

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