Política

André Fraga reage após ter candidatura vetada: "É perseguição política"

Daniel Serrano / BNews
O veto à candidatura de Fraga está ligado à sua aliança com ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia.  |   Bnews - Divulgação Daniel Serrano / BNews
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 03/08/2026, às 18h09 - Atualizado às 18h10



O vereador de Salvador André Fraga (PV) afirmou, nesta segunda-feira (3), ser alvo de "perseguição política" após não conseguir homologar sua candidatura a deputado estadual.

O veto ocorreu dentro da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que impediu sua indicação para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

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A resistência de PT e PCdoB à candidatura de Fraga está relacionada ao fato de o vereador ser aliado político do pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil).

Durante a sessão que marcou o retorno do recesso parlamentar da Câmara Municipal de Salvador, Fraga afirmou que a decisão representa um ato de perseguição política e criticou a condução do processo dentro da federação.

"A gente tá diante de algo, de uma situação que envolve vários elementos. Um elemento de perseguição política, arbitrariedade, um golpe em cima do Partido Verde perpetrado por dois partidos que se colocam no campo da esquerda democrática e que, na prática, tão mais preocupados com o resultado eleitoral", declarou.

"O que eu percebo é que há, na verdade, uma perseguição em função do que a gente vem apontando do ponto de vista ambiental. A Bahia é o estado com maior número de lixões do Brasil, é o estado que mais desmata o Cerrado e tem graves problemas de saneamento. A gente tem denunciado essas coisas e acho que isso tem incomodado. A perseguição não é ao André Fraga, é à pauta ambiental", acrescentou.

André Fraga também criticou a composição da chapa do PV para a disputa proporcional. O partido homologou as candidaturas de Eduardo Salles, Antônio Henrique Júnior e manteve o deputado Roberto Carlos, filiado à legenda desde 2022.

De acordo com o vereador, as duas novas candidaturas teriam sido autorizadas pelo governo estadual mediante um acordo para que não interferissem nos demais nomes apresentados pelo partido.

"Essas pessoas receberam o 'autorizo' para disputar a eleição no Partido Verde a pedido do governo, inclusive com o compromisso de não interferir nos outros nomes que seriam apresentados. E, aparentemente, esse compromisso não foi cumprido. O que nos incomoda é essa quebra de compromisso, essa perseguição, essa arbitrariedade. É a velha política", afirmou.

Apesar do impasse, André Fraga informou que já recorreu à Justiça para tentar reverter a decisão e garantir sua participação na disputa eleitoral.

"O nosso próximo passo é entrar na Justiça. Na verdade, já fizemos isso e vamos buscar a garantia da vaga. A partir daí, vamos avaliar quais serão os cenários, caso isso não seja possível", declarou.

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