Política
Relator do Lei Orçamentária Anual (LOA), o senador baiano Angelo Coronel disse que a proposta deve ficar parada no Congresso Nacional após o envio da proposta pelo governo federal. A questão é clara para o pessedista: para que tramitem e sejam aprovadas tanto a LOA quanto a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é preciso resolver o impasse após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu as chamadas "emendas pix". Coronel considera que a interferência do Supremo atrapalha o desenvolvimento do Brasil e fere a harmonia entre os poderes.
"Essa invasão, em que cada um fica querendo se tornar protagonista, atrapalha o desenvolvimento do país e ameaça a democracia", disse Angelo Coronel, tanto ao falar do caso das "emendas pix" quanto da notícia de que o ministro Alexandre de Moraes (STF) utilizou o TSE para investigar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de forma supostamente irregular.
"Quem quer fazer o papel de Executivo, vem para a rua atrás de voto", disse Coronel em crítica ao ativismo do Supremo. "Agora a decisão de Flávio Dino susta todas as emendas", apontou o senador baiano, ao dizer não são somente as chamadas "emendas pix" que estão barradas. "[Para apreciar tanto da LDO quanto a LOA], o Congresso vai aguardar essa decisão do governo com o Supremo para a manutenção da harmonia e independência dos poderes", salientou o relator da LOA.
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