Política

Anielle diz em depoimento que Silvio Almeida a importunou por meses

Gabriela Catunda/MDHC
Ministra disse que sofria assédio desde início do governo Lula  |   Bnews - Divulgação Gabriela Catunda/MDHC

Publicado em 13/09/2024, às 17h26   Redação



A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, relatou ser alvo de assédio sexual por parte de seu colega de trabalho, o Ministro Silvio Almeida, responsável pelo Ministério dos Direitos Humanos, desde quando assumiu a pasta, em 2023.

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Conforme depoimento de Anielle, divulgado pela Revista Veja, Almeida fazia comentários de teor sexual, sussurrava fantasias sexuais em seu ouvido e chegou a tocá-la de forma inapropriada. Para evitar que a situação se transformasse em um escândalo, Anielle o convidou para um jantar, buscando encerrar o assédio.

Esse jantar, porém, foi usado por Silvio Almeida como argumento de defesa. Segundo ele, o convite seria incompatível com o comportamento de uma pessoa que estivesse sendo assediada.

Além disso, Almeida apresentou trocas de mensagens entre os dois como prova de sua inocência, onde ambos faziam elogios e trocavam palavras amistosas. Em uma das mensagens, Almeida escreveu: “Quero ser seu parceiro, alguém em quem você possa confiar. Eu não estava bêbado quando conversamos ontem no avião do PR”, ao que Anielle respondeu: “Minha admiração por você é enorme. A última coisa que quero é que a gente tenha problemas.”

Antes das denúncias se tornarem públicas, rumores sobre o assédio já circulavam em gabinetes de Brasília, e até a primeira-dama, Janja da Silva, conhecia os detalhes do caso.

Após a denúncia, Silvio Almeida foi chamado a depor. Aos ministros Vinícius Marques de Carvalho (CGU), Jorge Messias (AGU) e Paulo Pimenta (Secom), afirmou que as acusações eram resultado de disputas políticas dentro do próprio movimento e que estavam sendo usadas para caluniá-lo. Almeida foi demitido do ministério no dia 6 de setembro.

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