Política

Ministra se manifesta após condenação de Lessa e Queiroz pelo assassinato de Marielle Franco

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Vereadora Marielle, irmã da ministra Anielle Franco, foi executada em 2018  |   Bnews - Divulgação Guilherme Cunha/Aler
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 31/10/2024, às 20h50



A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou à imprensa que a condenação de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, assassinos da vereadora Marielle Franco, significa o início de “um gosto de justiça”. A declaração da titular da pasta ocorreu nesta terça-feira (31).

“Uma pena que começa a dar um gosto de justiça, talvez dar um gosto do tamanho que a minha irmã tem. Enquanto tiver sangue correndo nas nossas veias, a gente vai defender a memória de Marielle Franco. As pessoas precisam parar de normalizar corpos tombados nesse país”, disse Anielle após o julgamento.

“Foram muitos anos vendo a dor que não tem nome. Maior legado da Marielle para esse país é que mulheres, negros, favelados, quando chegam em cargos de poderes, merecem permanecer”, acrescenta a irmã de Marielle Franco.

Nesta terça, o júri condenou Ronnie Lessa e Élcio Queiroz pelo assassinato de Marielle Franco, ocorrido em 2018. Na decisão, Lessa foi condenado à pena de 78 anos, 9 meses e 30 dias/multa.  Já Élcio foi sentenciado a 59 anos, 8 meses e 10 dias/multa.

A condenação foi proferida pela juíza Lucia Glioche, que preside o 4º Tribunal do Juri.

“Todavia, a sentença que será dada agora se dirige aos acusados aqui presentes. Se dirige aos vários Ronnies e vários Élcios que existem na cidade do Rio de Janeiro”, disse a magistrada. 

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados ainda ao pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 706 mil para as vítimas: Arthur, filho de Anderson, e Ágatha, esposa de Anderson, Luiara, filha de Marielle, Mônica, viúva de Marielle, e Marinete, mãe de Marielle.

No caso, há ainda cinco pessoas presas, entre elas, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como os mandantes da execução da vereadora. 

O processo é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

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