Política

Anielle Franco desabafa sobre importunação sexual de Silvio Almeida: "Não pode ser tolerado"

Gabriela Catunda/MDHC
Anielle foi uma das vítimas do ex-ministro que denunciou o assédio à plataforma Me Too Brasil  |   Bnews - Divulgação Gabriela Catunda/MDHC

Publicado em 09/10/2024, às 15h15   Luana Neiva



A ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco, revelou em entrevista ao Globo, que pensou por vários meses se 'havia feito algo que não deveria' enquanto sofria assédio sexual, pelo ex-ministro do Ministério dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.

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"Violência é violência, importunação é importunação e assédio é assédio, independentemente de quem faça. Isso não pode ser tolerado", disse ela.

A ministra ainda pontuou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama, Janja souberam de toda a história quando o caso veio à tona. Além disso, Anielle afirmou que o petista conversou com ela sobre o assunto. 

"O presidente Lula sabe quando a matéria (do Metrópoles) vem à tona. Ele toma ciência na quinta-feira (5 de setembro). Na sexta-feira, o governo age. É quando eu me sento com ele. A primeira coisa que ele me perguntou era como eu estava. Ele já estava com a decisão dele. Eu me senti acolhida. Ele falou: “Eu já sei o que aconteceu, e se você não quiser me contar, não tem obrigação nenhuma". Eu disse que seria importante ele ouvir da minha boca", continuou Franco.


Silvio Almeida deixou o governo de Lula (PT) em setembro, após uma série de acusações de assédio sexual, incluindo a da ministra.

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