Política
por Rebeca Santos
Publicado em 07/05/2026, às 06h43
Duas semanas antes da votação no Senado que rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reclamou para Lula que estava sendo perseguido pela Polícia Federal (PF). A PF investiga inquéritos que envolvem ele e seus aliados. Alcolumbre pediu que Lula o ajudasse a se proteger do que chamou de “injustiças”.
Para ele, a preocupação era a delação do executivo Daniel Vorcaro, que entregou na quarta-feira (6) sua proposta para análise dos investigadores.
Segundo informções do O Globo, a conversa aconteceu nos bastidores da posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, responsável pela articulação política do governo. Alcolumbre disse que a delação de Vorcaro viria com “muitas mentiras e injustiças” sobre ele e pediu a Lula que o ajudasse a ficar de fora.
De acordo com o relato que fez a aliados, Lula respondeu que não tem como segurar delegado da PF, o Ministério Público Federal (MPF) e muito menos o Supremo. E alegou que o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, tem agido com responsabilidade para evitar injustiças, repetindo o termo usado pelo presidente do Senado.
Dias depois, Alcolumbre liderou a articulação que causou a derrota do governo na votação do nome de Messias no plenário. Pessoas próximas a Lula no Palácio do Planalto viram o movimento como um revide. Segundo elas, o presidente do Senado estava acompanhando não só os detalhes da delação de Vorcaro, mas também outras investigações que podem atingi-lo, como a dos desvios do INSS e a dos investimentos de R$ 400 milhões do fundo de pensão do Amapá em letras financeiras do Master.
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