Política
Publicado em 01/07/2025, às 13h36 Maurício Viana
O vereador Edivan de Jesus Santos, conhecido como Morão e filiado ao União Brasil, retornou a seu mandato na Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus, na região do recôncavo da Bahia. O político é acusado de tentativa de feminicídio contra a esposa.
A volta à Câmara ocorreu na noite da última segunda-feira (30), onde ele discursou e pediu desculpas às mulheres afirmando que ia à tribuna "com muita humildade e cabeça erguida".
"Venho aqui pedir perdão às mulheres, em nome da vereadora Adriana. Faço isso em nome da hierarquia que minha família me ensinou, e aqui está presente minha família. Elas sempre me ensinaram que as mulheres devem ser respeitadas, e aqui eu peço perdão", afirmou o político.
Confira:
O vereador foi autorizado a retornar ao cargo na última semana, após ter solicitado afastamento dos trabalhos na câmara em 24 de fevereiro, depois de ter sua prisão preventiva decretada.
O pedido de seu afastamento foi aprovado por unanimidade e, em sua ausência, o cargo foi assumido por seu suplente, Sérgio Gordo do Mutum (União Brasil). Na época, a câmara repudiou todas as formas de violência contra a mulher e afirmou que estava acompanhando os desdobramentos da ocorrência com responsabilidade.
“Reiteramos nossa solidariedade a todas as mulheres e reafirmamos nosso compromisso com políticas públicas de proteção e combate à violência”, afirmou a casa em comunicado.
A tentativa de feminicídio
Segundo informações da Polícia Civil, a tentativa de matar a própria esposa ocorreu na residência do casal, no bairro de Salgadeira, em Santo Antônio de Jesus. A mulher, de 41 anos, afirmou que foi agredida com golpes de faca e um pedaço de madeira durante uma discussão por ciúmes.
A mulher foi socorrida e conduzida a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico. Após isso, uma medida protetiva foi solicitada e uma equipe policial a acompanhou para retirar seus pertences da residência do casal.
Dois dias após a ocorrência, a Justiça ordenou a prisão preventiva de Edivan e sua assessoria enviou à Câmara o pedido do afastamento por 120 dias, que foi aprovado por unanimidade.
Porém, o político passou 20 dias foragido e foi preso apenas em 12 de março em Boipeba, a cerca de 300 km de Salvador. Após ter sido capturado, Edivan foi transferido para Santo Antônio de Jesus e foi submetido ao exame de corpo de delito e audiência de custódia, sendo transferido posteriormente para o Conjunto Penal da cidade de Valença.
A soltura de Edivan ocorreu em 29 de abril, após a audiência de instrução e julgamento realizados por videoconferência no Fórum Desembargador Wilde Lima, em Santo Antônio de Jesus.
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