Política
Publicado em 01/11/2024, às 11h16 Rebeca Silva
A corrida pela presidência da Câmara Municipal de São Paulo ganhou um novo desfecho com a decisão do vereador Rubinho Nunes (União) de apoiar Pablo Marçal (PRTB) nas eleições municipais. Antes do apoio, ele era favorito à sucessão de Milton Leite.
A decisão irritou o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e colocou em risco a indicação de Rubinho para o cargo.
Segundo informações do Uol, o apoio de Rubinho a Marçal, derrotado no primeiro turno, contrariou o prefeito, que já havia sinalizado sua oposição à candidatura do vereador. "Está vetado", afirmou Nunes em entrevista ao Estadão.
Se o nome escolhido for considerado "moderado", é provável que o PT, PSOL e outros partidos não o apoiem, mas também não se oponham. Entretanto, se o candidato tiver um perfil radical, como Rubinho, aumenta a chance de a oposição lançar um nome próprio.
"É inviável apoiar um nome de extrema direita", afirma uma fonte próxima à oposição.
Com a coligação do prefeito eleito controlando 36 dos 55 vereadores, Nunes terá o apoio de dois terços da Câmara nos próximos quatro anos.
Dos 7 vereadores eleitos pelo União Brasil, 5 serão estreantes. São eles Amanda Vettorazzo, Adrilles Jorge, Sandra Alves, Silvão Leite e Silvinho — os três últimos eleitos com o apoio de Leite, que tem forte influência especialmente em áreas periféricas da cidade. Além de Rubinho, só Ricardo Teixeira já tem mandato pelo União. Isso dificulta a sucessão de Leite no partido, pois é consenso que o cargo não deve ser ocupado por um novato.
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