Política

Após homenagear Lula, escola de samba denuncia perseguição e tentativa de censura

Ricardo Stuckert
A escola de samba expressa revolta e pede julgamento justo após críticas sobre seu enredo e desfile.  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 17/02/2026, às 08h18 - Atualizado às 08h23



A Acadêmicos de Niterói utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (16) para divulgar uma nota oficial carregada de desabafo após o polêmico desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

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Em tom de revolta, a diretoria da agremiação afirmou ter sido alvo de “perseguição política” e tentativas de censura ao longo de todo o processo carnavalesco. Segundo o comunicado, houve pressões para que o enredo passasse por mudanças e questionamentos sobre a letra do samba.

"Sofremos ataques políticos, enfrentamos setores conservadores e, de forma ainda mais grave, lidamos com perseguições vindas de gestores do próprio Carnaval Carioca", disparou a escola em comunicado nas redes sociais.

A Acadêmicos de Niterói desfilou pela primeira vez na elite do Carnaval e demonstrou preocupação com o que classificou como uma “narrativa injusta” de que escolas recém-promovidas enfrentam maior rigor na avaliação.

“Esperamos um julgamento justo, técnico e transparente, que respeite o que foi apresentado na Avenida e não reproduza perseguições, interesses ou pré-julgamentos”, afirmou a agremiação.

Apesar da polêmica, a escola destacou o apoio recebido do público como resposta às críticas. “O carinho da arquibancada foi o nosso maior prêmio”, disse a nota, reforçando que seguirá “firme ao lado da comunidade”.

Com o tema “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, o desfile apresentou a trajetória pessoal e política de Lula, que acompanhou a apresentação de um camarote ao lado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva e de aliados, entre eles o prefeito Eduardo Paes.

A homenagem provocou reação de partidos de oposição, como PL e Partido Novo, que classificaram o desfile como possível propaganda eleitoral antecipada. A expectativa é que as ações sejam levadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando o uso de recursos públicos e eventual abuso de poder político.

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