Política
por Daniel Serrano
Publicado em 06/08/2025, às 10h27 - Atualizado às 15h37
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) revelou que segue atuando para que o governo dos Estados Unidos amplie as sanções ao Brasil como resposta à prisão do seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro. As declarações foram dadas em entrevista à coluna de Bela Megale, do jornal “O Globo”.
A prisão de Bolsonaro foi decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na última segunda-feira (4). O magistrado entendeu que o ex-presidente descumpriu as medidas cautelares impostas pela Corte ao participar dos atos ocorridos no último domingo (3).
"Estou levando a prisão ao conhecimento das autoridades americanas e a gente espera que haja uma reação. Não é da tradição do governo Trump receber essa dobrada de aposta do Alexandre de Moraes e nada fazer. O que eles vão fazer, eu não sei. Não sei se isso vai passar pela mesa do Trump ou pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Espero que haja uma reação nos próximos momentos", disse Eduardo.
Na oportunidade, o filho do ex-presidente disse que só voltará ao Brasil com a aprovação de uma anistia ampla aos aliados de Bolsonaro e com o impeachment de Moraes do Supremo.
"Se eu retornar [ao Brasil], sei que vou ser preso. Primeiramente, tenho que tirar o Alexandre de Moraes dessa equação, anular ele, isolá-lo. A gente tem que aprovar uma anistia para que alcance todos os perseguidos por Moraes. Os meus planos aqui são: ou tenho 100% de vitória, ou 100% de derrota. Ou saio vitorioso e volto a ter uma atividade política no Brasil, ou vou viver aqui décadas em exílio. É o que eu estou assumindo, estou aceitando esse risco, porque eu acho que vale a pena", disparou.
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