Política

Após prisão, Luiz Argolo retorna à política em partido da base de ACM Neto

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Ex-deputado federal foi um dos primeiros políticos condenados na Operação Lava Jato  |   Bnews - Divulgação Câmara dos Deputados
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 06/04/2026, às 14h25 - Atualizado às 14h27



O ex-deputado federal Luiz Argolo anunciou o seu retorno à política. Na janela partidária ele se filiou ao Republicanos, partido da base de ACM Neto (União Brasil), e vai tentar voltar a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. 

“Depois de muita reflexão, chegou a hora de dar um novo passo na minha caminhada, guiado pela fé e pelo compromisso com a nossa Bahia. Me filio ao Republicanos e assumo o desafio de representar nosso estado em Brasília”, anunciou em suas redes sociais. 

Desde 2022 ele ensaiava um retorno às urnas. Na época, alinhada ao então governo Rui Costa (PT), ele avaliava deixar o Solidariedade e desembarcar no MDB para disputar um cargo eletivo. Argolo e sua família têm forte atuação na política de Entre Rios e na região do Litoral Norte.

PRISÃO

Luiz Argolo foi um dos primeiros políticos condenados no âmbito da Operação Lava Jato, que apurava irregularidades na Petrobras. Em 2015 ele foi preso pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e foi solto em abril de 2019, após a Justiça conceder liberdade condicional. Ao todo, o ex-deputado cumpriu quatro anos da pena de 12 anos e 8 meses de prisão em regime fechado.

Argolo recebeu indulto da pena pela desembargadora Maria Angélica Carneiro, que tornou extinta a condenação. Segundo a decisão, o perdão da pena aconteceu, levando em consideração que, durante os 4 anos em que esteve preso, Argolo não cometeu nenhuma falta grave, além de estar cumprindo com o pagamento do parcelamento da dívida de R$ 1,9 milhão com a Justiça, montante que corresponde a soma do que ele teria desviado dos cofres da estatal com uma multa de R$ 629 mil.

O indulto foi concedido com base no decreto presidencial assinado pelo ex-presidente Michel Temer, em 2017, que prevê o perdão ao condenado que já cumpriu um quinto da pena e não reincidiu.

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