Política

Aprovados em concurso ficam desesperados com possível vitória de Flávio Bolsonaro para presidente e cobram nomeação com antecedência

Agência Brasil
A partir de 4 de julho, três meses antes do primeiro turno, a lei eleitoral passa a impor restrições à nomeação de servidores públicos  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 07/05/2026, às 06h57



A disputa pela Presidência da República no segundo semestre deste ano passou a preocupar candidatos aprovados em concursos públicos federais, principalmente aqueles que foram aprovados, mas ainda não foram chamados.

Além das vagas previstas no edital, é comum que os candidatos que alcançam a nota mínima e ficam fora das convocações iniciais entrem para o chamado cadastro de reserva. Eles podem ser nomeados caso haja desistências ou se o órgão consiga autorização para contratar mais pessoas.

O que muitos desses candidatos estão dizendo é que, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perder a eleição  para Flávio Bolsonaro (PL), as chances de convocação do cadastro de reserva ou de abertura de novos concursos diminuem bastante.

A Associação Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho, que representa servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entrou com uma ação na Organização Internacional do Trabalho para defender a ampliação das contratações de auditores-fiscais do trabalho.

Essa ação é uma das maneiras de pressionar o governo a nomear mais aprovados além das vagas previstas inicialmente.

A partir de 4 de julho, três meses antes do primeiro turno, a lei eleitoral passa a impor restrições à nomeação de servidores públicos. Não é proibido convocar aprovados de concursos homologados antes dessa data, mas quem acompanha o assunto espera que haja menos nomeações.

"Só há janela para entrada nos próximos meses, e se o governo não tomar essa decisão agora, fica para a próxima gestão. A depender do resultado, [a chance de os candidatos serem convocados] morreu", diz Mario Diniz, auditor-fiscal do trabalho e diretor da Anafitra.

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