Política
Geraldo Júnior (MDB), vice-governador da Bahia e pré-candidato a prefeito de Salvador, comenteou a confusão na Câmara de Vereadores de Salvador envolvendo Átila do Congo (PMB) e as vereadoras mulheres da casa. A fala foi em entrevista ao BNews, no Parque de Exposições de Salvador, onde o político acompanha os shows de São João na noite deste sábado (22).
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“Essa é uma situação que interfere diretamente a Câmara Municipal de Salvador. Você recorda que quando eu fui vereador desta cidade e presidente da Câmara, sempre estabeleci a independência dos poderes. Na Câmara existe o Conselho de Ética. É uma situação que tem que ser decidida, mas, qualquer ato de violência contra a mulher deve ser rechaçado. Não deve ser acatado pela sociedade. Nós estabelecemos essa política aqui. Violência de gênero, importunação sexual e a violência contra os direitos das trabalhadores, nós não vamos permitir. É uma ação determinada pelo nosso governo, é uma ação patrocinada pelo governador Jerônimo Rodrigues, e que nós vamos estabelecer em Salvador e pela Bahia".
Relembre o caso
Na última quarta-feira (19), após a vereadora Laina Crisóstomo (PSOL), do mandato coletivo Pretas por Salvador, chorar ao ser interrompida pelo vereador Paulo Magalhães Júnior (União Brasil), o vereador Átila do Congo (PMB) chamou a colega de vitimista.
Átila,que é presidente do Partido da Mulher Brasileira em Salvador, afirmou exaltado que na sociedade atual os homens estão sendo “demonizados”.
O discurso do vereador gerou um descontentamento generalizado entre as parlamentares da casa e de todos os espectros políticos. As vereadoras Ireuda Silva (Republicanos), Débora Santana (PDT), Cris Correia (PSDB), Marcelle Moraes (União) e Roberta Caires (PDT) saíram em defesa de Laina.
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