Política

Assessor de Lula reage à decisão dos EUA sobre facções brasileiras: “Pretexto para intervenção”

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Celso Amorim afirmou que classificar facções como grupos terroristas não ajuda no combate  |   Bnews - Divulgação Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 28/05/2026, às 20h21



Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais do presidente Lula (PT), se manifestou, nesta quinta-feira (28), sobre a decisão dos EUA de classificar as facções PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas. Segundo ele, o crime deve ser combatido, mas que a intervenção internacional é inaceitável.

Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socio-econômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção, é inaceitável”, declarou.

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Amorim ainda defendeu que classificar as facções brasileiras como organizações terroristas não ajuda no combate. “O crime organizado deve ser combatido com energia e determinação. Equiparar o crime organizado com terrorismo, no entanto, não ajuda. Entender as motivações é essencial para a efetividade da luta contra todos os tipos de crime”

“O governo brasileiro vai continuar investindo em segurança e bem-estar do seu povo. Entretanto, não podemos ignorar as ameaças de viver em um mundo sem regras no qual o unilateralismo prevalece”, completou.

A classificação das facções como grupos terroristas foi confirmada em comunicado divulgado pelo Departamento de Estado Americano, liderado por Marco Rubio. Segundo o anúncio, para os EUA, o PCC e o CV passam agora ser vista como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).

Classificação Indicativa: Livre

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