Política
O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Randerson Leal (Podemos), afirmou que a Prefeitura de Salvador, chefiada por Bruno Reis (União Brasil), e a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), sob comando de Pablo Souza, apresentaram argumentos "frágeis" explicar a redução da frota do transporte público na capital baiana no domingo, 25 de outubro, 2º turno das eleições presidenciais.
Nesta terça-feira (27), a bancada apresentou ao presidente da Casa Legislativa, Carlos Muniz (PSDB), um requerimento para a criação de uma Comissão Interna de Inquérito (CEI) com o objetivo de investigar o episódio. Em entrevista à imprensa, Randerson Leal classificou a conduta da gestão municipal como "ato antidemocrático que manchou a cidade".
"Isso é muito frágil, essa essa justificativa deles, não tem porquê a gente ouvir e ficar calado. Então a Câmara vai sim fazer o seu papel de investigar, de apurar e aí, quem sabe, a gente punir aí, de fato, os responsáveis por esse ato antidemocrático. Digo mais uma vez, ato antidemocrático que manchou a democracia, que manchou a nossa cidade."
"Antes de mais nada, a gente quer deixar bem claro que foi um ato antidemocrático. E nós, como representante da população soteropolitana, estamos aqui para defender a nossa sociedade. Por isso que a bancada de oposição, os 10 vereadores que nós temos dentro da Câmara Municipal, reuniu para que a gente pudesse pedir, solicitar essa abertura da investigação através da CPI. E esperamos sim que os outros colegas vereadores da bancada da situação também possam assinar para que a gente possa alcançar o número de 14 assinaturas", destacou.
Para que a CEI seja instalada na Câmara de Salvador são necessárias pelo menos 14 assinaturas de vereadores. Até o momento, a abertura do inquérito pode desencadear o impeachment do prefeito Bruno Reis. Se aprovada e instalada, a comissão terá prazo de até 12 meses para apurar o caso.
"Instalar essa comissão que vai dar o direito ao contraditório, ampla defesa. É, o que a gente quer é apurar de fato o que ocorreu, é para diminuir ou minimizar a mancha que ficou em nossa cidade. É um ato antidemocrático, um ato realmente que passou das nossas fronteiras. Então, todo o país espera essa resposta e a Câmara tem que dar essa resposta, ao menos investigar, apurar e de fato punir quem tem que ser punido e responsabilizar quem tem que ser responsabilizado", destacou.
"Está na frente, está na cara de todo mundo aí, que foi feito algo que atrapalhou muito o processo democrático, impediu as pessoas de exercerem o direito ao voto, um direito constitucional. É, nós tivemos que fazer caronas solidárias, pedir a população para que não deixasse de votar. É, então assim, todo mundo viu o que aconteceu no domingo. Agora claro, na Constituição Federal está bem explícito, na Constituição estadual também, no nosso regimento, que todo mundo tem o direito à ampla defesa e contraditório. O que a gente pede aqui é justamente isso: apurar com responsabilidade, investigar de fato e alcançar os responsáveis, porque alguém determinou a não saída dos ônibus", finalizou.
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