Política

Autoridade dos EUA confirma fuga de Flávio ao país acompanhado da esposa e das duas filhas

Beto Barata / PL
Flávio Bolsonaro estaria fugindo para os Estados Unidos de possível prisão após determinação do STF para entrega de passaporte  |   Bnews - Divulgação Beto Barata / PL
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 27/10/2026, às 14h58 - Atualizado às 15h01



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estaria a caminho dos Estados Unidos nesta terça-feira (27), segundo uma autoridade norte-americana ouvida pela agência Reuters. A informação surge após aliados do parlamentar relatarem à CNN Brasil que ele teria deixado o país acompanhado da esposa e das duas filhas. 

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A viagem teria ocorrido em meio ao receio de uma possível prisão, após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o senador entregasse seus passaportes.

O deslocamento também passou a ser acompanhado por autoridades brasileiras e argentinas. Mais cedo, o governo brasileiro acionou representantes da Argentina diante de um eventual risco de fuga. Já o site argentino Infobae publicou que Flávio teria cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado. No entanto, a CNN Brasil não confirmou a rota utilizada pelo senador.

Horas depois, a Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes comum e diplomático do parlamentar no sistema da corporação, em cumprimento à decisão de Moraes. O ministro havia estabelecido que os documentos fossem entregues até as 11h desta terça-feira (27).

Aliados recomendaram que senador permanecesse no Brasil

Antes da suposta viagem, Flávio havia sido aconselhado por aliados a não deixar o país, apesar de demonstrar preocupação com a possibilidade de ser preso. A recomendação foi feita na tarde de segunda-feira (26), durante uma reunião com integrantes centrais de sua campanha no escritório de um dos advogados do senador, no Lago Sul, em Brasília. Segundo relatos à CNN Brasil, aquele foi o último encontro de Flávio com a maioria dos participantes.

Entre os aliados moderados, a avaliação era de que uma eventual prisão do senador logo após o resultado eleitoral poderia prejudicar a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no exterior. Por esse motivo, eles consideravam improvável que alguma medida contra Flávio fosse adotada naquele momento.

Durante a reunião, os interlocutores também defenderam uma postura mais moderada e desaconselharam qualquer pedido de anulação da votação. A orientação era concentrar os questionamentos eleitorais em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), sob alegação de abuso de poder econômico.

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