Política

Avanço da extrema-direita no Parlamento Europeu preocupa governo Lula

Marcelo Camargo / Agência Brasil
Para evitar que este mesmo cenário se repita no Brasil, a atual gestão petista vem tentando ampliar o dialogo com o Centrão no Congresso  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo / Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

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Publicado em 11/06/2024, às 08h49 - Atualizado às 08h49



O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem demonstrado preocupação com o avanço de partidos de extrema-direita no Parlamento da União Europeia. Para tentar diminuir eventuais impactos políticos, o Palácio do Planalto já vem tentando uma aproximação com o Centrão no Congresso brasileiro. As informações são do portal g1.

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De acordo com a publicação, a divulgação do resultado parcial das eleições na Europa deixou o governo Lula tenso. A avaliação é de que este terceiro mandato de Lula terá como principal desafio político isolar aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional.

Na avaliação de integrantes do Palácio do Planalto, a eleição de Lula em 2022 foi um "ponto fora da curva" em um momento mais favorável a vitórias de nomes ligados à direita e ao conservadorismo em todo o mundo. Para isso, aliados do presidente defendem um fortalecimento de uma frente ampla de partidos para isolar a extrema-direita.

NO entanto, essa articulação no Congresso Nacional é encarada como difícil. Isso porque há uma ala do governo entende que a extrema-direita brasileira tem um perfil mais resiliente e que resiste a algumas derrotas que sofreu nos últimos meses.

Com isso, a estratégia encontrada pelo governo federal para enfrentar a extrema-direita é fortalecer e construir alianças entre a esquerda e o centro. Entre as medidas encontradas para essa aproximação seria uma reforma ministerial que amplie ainda mais a presença de partidos do Centrão na gestão petista.

Outro entendimento desta terceira gestão do presidente Lula é de que não vem sendo viável pautar temas defendidas pela esquerda no Congresso. Por isso, o governo federal tem priorizado a pauta econômica, além de uma maior participação do presidente Lula nas negociações com o Congresso.

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