Política

Barrado da disputa presidencial, Cabo Daciolo lança candidatura a governador

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Cabo Daciolo lamentou ter sido impedido de disputar a presidência e culpou o sistema  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 06/08/2026, às 14h42



O ex-deputado e pastor evangélico, Cabo Daciolo (Mobiliza), irá disputar o governo do estado do Amazonas. A definição da disputa pelo executivo estadual ocorre após a direção nacional do partido decidir, na última terça-feira (4), negar que ele seria o candidato da sigla à presidência da República.

Na disputa a governador, o religioso irá enfrentar o senador Omar Aziz (PSD), que está sendo apoiado pelo presidente Lula (PT), além do atual governador, Roberto Cidade (União Brasil), e da professora Maria do Carmo, candidata do PL. 

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Nas redes sociais, Daciolo confirmou que vai disputar o governo do estado amazonense e lamentou que não concorrerá às eleições presidenciais. O político ainda apontou que a culpa de não lançar sua candidatura presidencial é do “Sistema”.

“Lamentável o ‘Sistema’ fechou a porta para a nossa Candidatura à Presidência da República, no entanto o nosso Rei YHWH [tetragrama hebraico que significa Deus ou Jeová] abriu a porta para concorrermos ao ‘Governo do Amazonas’. ‘Pois nada é impossível para YHWH’. Cabo Daciolo 2026. A Amazônia é nossa”, escreveu ele.

O político se filiou ao Mobiliza em em abril deste ano, quando também confirmou que iria disputar as eleições presidenciais. A primeira candidatura presidencial de Daciolo ocorreu em 2018, na eleição vencida por Jair Bolsonaro.

Ao O Globo, o presidente do Mobiliza,  Antonio Carlos Bosco Massarollo, afirmou que o partido tentou formatar um projeto político mirando as eleições presidenciais, mas que nunca anunciou uma candidatura própria. “O partido tentou, desde janeiro de 2025, formatar um projeto político de cunho nacional e de defesa da soberania, mas não logrou êxito. Um projeto coletivo de defesa do interesse nacional. Mas, em nenhum momento, lançamos nenhum nome”.

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