Política
A ausência de João Roma, na quarta-feira (27), no lançamento do movimento "Sua Voz é a Nossa Voz", da chapa majoritária encabeçada por ACM Neto (União Brasil) foi lido por políticos do grupo como um sinal de insatisfação e tensão entre o ex-prefeito da capital e o presidente estadual do PL.
Neto já estaria incomodado com a "falta de empenho" de Roma para promover a chapa, além do baixo engajamento dos bolsonaristas que exigiam do ex-prefeito apoio claro a Flávio Bolsonaro. A ausência de Roma, que esteve em Brasília no mesmo dia e participou de sessão especial em homenagem à Arquidiocese de Salvador, seria somente o aparecimento da ponta do iceberg.
Os bolsonaristas entendem que a aliança de Neto com o PL visa somente ter o tempo de Rádio e TV da sigla (quase 20% do tempo) - apesar de encontro recente com Flávio, Neto gravou vídeo com Ronaldo Caiado, presidenciável pelo PSD, com quem buscou ideias para a segurança pública e educação.
Por outro lado, aliados do ex-prefeito chegam a avaliar que, ao invés de Roma, seria mais "impactante" politicamente ter a médica Raíssa Soares como nome para o Senado. Desta forma avaliam que trariam apoio do bolsonarismo baiano, de quem a ex-secretária de Saúde de Porto Seguro é mais próxima que o dirigente estadual do PL.
O entendimento de aliados de ACM Neto é que não será somente o candidato a governador que puxará votos para a chapa ao Senado, no caso João Roma e Ângelo Coronel. A dupla, neste cenário de disputa baiano, precisaria levar votos para o pré-candidato ao Palácio de Ondina, o que ainda não é visto.
Olhando para a casa do vizinho, veem que os candidatos ao Senado governistas, Jaques Wagner e Rui Costa, somam mais para Jerônimo Rodrigues que, comparativamente, Roma e Coronel para Neto. Em cenário dele pleito apertado, cada voto - e engajamento - é considerado fundamental.
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