Política
A ausência do presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), à frente dos trabalhos na Casa Legislativa tem se tornado um ponto de insatisfação entre os vereadores.
Dentro da CMS, os parlamentares têm pontuado que estão sem direcionamento, uma vez que o presidente não tem organizado diálogos com a base governista e com a oposição, deixando a casa legislativa "à mercê do atraso".
Na segunda-feira (6), havia grande expectativa de que Muniz marcasse presença no plenário Cosme de Farias após o fim do imbróglio envolvendo a candidatura do filho, o que não ocorreu.
O afastamento de Muniz da Câmara começou diante do impasse sobre a candidatura de Carlos Muniz Filho a deputado federal. Em março, o presidente chegou a anunciar o rompimento com o PSDB após as chances de o filho conquistar uma cadeira em Brasília pela legenda se tornarem mais reduzidas.
O cenário, no entanto, mudou e, durante o período da janela partidária, foi confirmado o ingresso do primogênito no tucano.
Nos bastidores, a empreitada de pai e filho é vista como “muito ambiciosa”, uma vez que Carlos Muniz Filho não possui histórico na política, tornando a corrida à Câmara dos Deputados mais “complicada”.
A avaliação é de que Muniz deve se ausentar ainda mais da CMS para percorrer o interior da Bahia com o filho. Em reservado, uma fonte relatou ao BNews que o presidente irá “gastar o dinheiro que tem e o que não tem” para que o herdeiro saia vitorioso.
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